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No dia
25 de Junho de 2011, um grupo de 40 alunos do cursinho
pré-vestibular da PUC (Pontifícia Universidade Católica)
de São Paulo
realizaram o passeio pela trilha do viveiro em companhia
do Arq. Henrique, servidor do DAEE, que também ministra palestras sobre
educação e preservação ambiental.
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O passeio
começou ao lado da Draga Holandeza, equipamento que trabalhou na
retificação e desassoreamento do rio Tietê de 1950 à 1996, hoje
exposta a direita do Centro Cultural do rio Tietê.
O Prof. Henrique explicou aos alunos sobre o trabalho da draga e
de sua importância no parque em termos de reflexão e
conscientização.
A seguir iniciou o passeio pela Trilha do Viveiro, fazendo uma
parada em frente ao CRAS - Centro de Recepção de Animais
Silvestres, informando que foi o primeiro instalado no país para
receber e tratar de animais silvestres oriundos de apreensões do
tráfico ilegal realizados pela Polícia Florestal, IBAMA e sobre
a doação de particulares. Explicou que os animais que chegam,
são avaliados por biólogos e veterinários, passam por exames
clínicos e parasitológicos recebem o tratamento necessário e
alimentação balanceada e após um período de recuperação
realizado em viveiros e áreas de procriação, são destinados a
programas de soltura e repovoamento. Comentou também que muitos
não se adaptam mais à vida em liberdade e estão condenados a
viverem isolados, principalmente aqueles que permaneceram
durante muitos anos em cativeiro.
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Mapa
da Trilha do Viveiro |
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Num outro ponto da trilha parou para mostrar a diferença entre
as árvores de um lado e do outro da trilha e a vegetação entre
elas, denominadas de sub-bosques. Mostrou que de um lado, havia
pouca vegetação e do outro, uma grande diversidade.
Indagando aos alunos, por que a diferença, alguns disseram o que
acharam mais evidente: " - Ação do homem". Mas o professor
Henrique complementou com os efeitos negativos do eucalipto na
formação da diversidade dos sub-bosques.
Em frente ao grande lago o professor Henrique disse: Essa
paisagem para mim é o símbolo emocional da natureza em estado
bruto, estado primário, e perguntou: - Vocês concordam comigo?
Não percebendo a intenção da pergunta, responderam: - O
contraste da natureza com a cidade ao fundo.
Henrique sorriu e disse: - Aqui não tem nada de natural. Este
lago é produto da extração de areia e argila. Todos os lagos
desta região são artificiais, foram produzidos pelo homem, e
essa vegetação que vocês estão vendo aqui, respondeu bem a essa
quantidade de água, e na sua maioria são árvores exóticas
(referindo-se ao eucalipto, de origem australiana)
Entre outras citações, disse: "Essa é a lição um da ecologia.
Não dá prá dizer que ecologia e cuidar das plantas. É fazer o
homem viver harmonicamente com o planeta, cuidando do planeta".
Já em frente a antiga Olaria, disse aos alunos que, ela
simbolizava a existência dos lagos, causado pela extração de
areia e argila. Que virou um local de reflexão sobre questões do
Meio Ambiente.
Continuando o passeio, passou por uma Wetland desativada, mas
exemplificou a função dela no tratamento natural da água, seguiu
até o viveiro de mudas mostrando sua produção em tubetes e
estufas com sistema de irrigação por micro aspersores, que
permitem adubação automática das mudas.
O contraste do presente com o passado pode ser observado através das antigas instalações e maquinários
do porto de areia (entre árvores e arbustos), inclusive uma bomba de combustível de
abastecia os barcos (batelões) que transportavam areia e tijolos
para a construção da cidade de São Paulo e região metropolitana.
(incluso nas imagens abaixo)
Por: Anacleto B. Pereira
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