Projeto de criação do Parque Ecológico do Tietê
Parque Ecológico do Tietê - Arquiteto Ruy Ohtake

Este projeto está sendo (foi) elaborado para a Secretaria de Obras e do Meio ambiente, aproveitando as obras de retificação do rio Tietê.

Outubro 1976 - EcoUrbs

1 - O parque que a cidade ganha - Introdução

  • São Paulo é hoje, uma das maiores concentrações urbanas do mundo, com seus 11 milhões de habitantes, distribuídos numa área de 900 km2.

  • O crescimento vertiginoso e descontrolado da nossa cidade caracterizou-se sobretudo pela ocupação excessiva e caótica de construções numa avalanche imediatista, sem que normas municipais ou projetos de intervenção urbana conseguissem implantar um desenho para a cidade.

  • Por outro lado, não tememos as grandes cidades: a adequada relação entre áreas abertas, verdes e áreas edificadas pode propiciar o equilíbrio urbano, organizando a cidade e possibilitando bonitos espaços para todas escalas de convivência do homem.

  • A isso devemos acrescentar que as cidades, tendo sua história, devem possuir marcos que assinalem significativamente suas etapas histórico-culturais.

  • É dentro dessa perspectiva que propusemos o projeto do Parque Ecológico do Tietê.

  • O rio tem 113 km a leste da cidade e 18 km a oeste atravessando os seguintes municípios: Salesópolis, Biritiba-Mirim, Moji das Cruzes, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba, Guarulhos, São Paulo, Osasco, Barueri, Carapicuíba e Santana do Parnaíba.

  • A área total do Parque é de 140 km2, portanto 120 vezes maior que o Parque do Ibirapuera.

  • Essas dimensões dão-lhe configuração metropolitana da mais alta importância.

  • Essa importância aumenta quando sabemos que o sentido leste-oeste é o eixo de desenvolvimento de São Paulo.

  • Assim, propusemos para o Parque as características de um parque urbano, onde a população possa usufruir plenamente essa faixa aberta, que integra os equipamentos de uso social com o verde e a água.

  • Com isso nossa cidade, tão carente de área livre, passará a ter um parque urbano compatível.

  • Finalmente, o parque poderá ser um elemento organizador do desenvolvimento da cidade, pela sua ocupação longilínea. A partir disso, são possíveis desenhos urbanos claros e definidos.

1 - O parque que a cidade ganha - Idéias básicas

Aproveitando a retificação do rio, obra inadiável para minorar os efeitos das enchentes, propusemos que as duas avenidas marginais, tradicionalmente correndo junto ao canal, sejam mais afastadas. Com isso, criamos uma faixa entre essas marginais, garantindo a implantação do Parque, cuja largura média é de 800 metros, ao longo dos seus 148 km.

Alem disso, conseguimos melhorar sensivelmente as condições de construção, pois com seu afastamento evitamos que as marginais passassem sobre os meandros do atual curso do rio.

A leve sinuosidade do traçado criará perspectivas surpreendentes ao longo de toda a área. Uma correta ocupação do solo externo ao Parque nos trechos ainda não comprometidos, poderá completar o quadro, dando a São Paulo uma nova feição urbana.

Propusemos, paralelamente a essas marginais, uma pista exclusiva dedicada ao transporte em massa, pois que atravessam áreas de grande concentração urbana.

A faixa criada pelas duas avenidas marginais será a base para a formação do Parque. Extensos bosques predominarão em seu panorama: desde bosques compactos e "santuários", até bosques mais abertos. Espécies vegetais adequadas comporão esses maciços e em certos trechos tentaremos reconstruir a flora inicial. Com isso, será possível restabelecer o retorno da fauna de pequeno porte.

Um viveiro convenientemente dimensionado fornecerá os 6 milhões de mudas previstas para o Parque. Além disso, procuraremos sempre introduzir o aspecto educativo do Parque e da sua vegetação.

Projetos específicos de paisagismo comporão os entornos dos equipamentos sociais a serem implantados.

Com isso, o índice de área verde por habitante, em São Paulo, passará de 1,5 para 10 m2/hab - portanto um aumento substancial.

O rio Tietê atravessa o vale num percurso cheio de meandros. Além disso, em algumas regiões como Osasco e Itaquaquecetuba, foram abertas grandes crateras devido a extração de areia.

Propusemos, então, que o canal alargasse seu leito em vários pontos de seu trajeto, formando bonitos lagos.

Assim, ao que seria um longo e estreito canal retificado, conseguimos dar novas proporções, fazendo com que a água tenha agora uma integração mais adequada com o bosque, enriquecendo enormemente o Parque, tanto paisagisticamente, como pelo seu uso recreativo.

Ao total formulamos 14 lagos, sendo 2 deles maiores que a lagoa Rodrigo de Freitas, do Rio. E no lago de Itaquaquecetuba previmos uma Cidade náutica, com instalações completas para regatas.

Com isso, o projeto melhorou também as condições de retificação, evitando volumes imensos de aterros sobre os meandros do rio e buracos de escavações de areia.

Evidentemente, o uso recreativo da água será possível quando surgirem os primeiros efeitos do tratamento para a despoluição da bacia do Tietê. É um processo lento, a exigir grande esforço governamental e cooperação da população.

Com essas condições, teremos retomado o Rio Tietê, hoje transformado num grande escoadouro do esgoto. Com o projeto, apropriamos devidamente a natureza, trazendo o rio ao convívio urbano e marcando culturalmente a presença do homem: é o parque metropolitano, que propomos contemporâneo e atuante.

Ao caracterizarmos o Parque como urbano, é porque consideramos imprescindível seu uso pela população.

Nos estudos mais recentes que elaboramos, cerca de 500 mil pessoas deverão freqüentar o Parque em fins-de-semana ( o Parque do Ibirapuera é hoje freqüentado por 50 mil pessoas).

Na nossa proposta, preocupando-nos em desenvolver o lazer-prática (cotidiano, lúdico, cultura) e não estimular o lazer consumo, propusemos dois tipos de equipamentos.

O primeiro é voltado à população mais próxima do Parque, portanto mais diretamente beneficiada: núcleos comunitários, núcleos esportivos, núcleos culturais, centros infantis e "play-grounds".

O segundo tipo procurará atender ao interesse da população de toda a cidade: centro cultural da cidade, cidade da criança, estádio esportivo, cidade náutica, viveiro de mudas, viveiro de pássaros, museu do parque e centro ecológico.

Com isso, acreditamos estar dotando de equipamentos não só a faixa leste-oeste, mas toda a cidade, que se tornou tão carente, arrastada que foi por uma visão imediatista e gananciosa.

1 - O parque que a cidade ganha - A cidade que se organiza com o parque

O sentido leste-oeste do parque

Limitando ao norte pela Serra da Cantareira e ao sul pela Serra do Mar, o desenvolvimento da cidade de São Paulo é no eixo leste-oeste, que coincide com o eixo do Parque. Isso lhe confere uma importância urbana fundamental, pois ao longo de seus 148 quilômetros acompanhará a ocupação da cidade, possibilitando, de um lado, que novas populações o possam usufruir, e de outro, que a ocupação lindeira possa ser mais sugestiva, através de um zoneamento não de "manchas", mas que defina um desenho para esta faixa da cidade.

Modelos de ocupação do solo que o parque sugere

O rio Tietê tem algumas dezenas de afluentes em volta da cidade.
Desde córregos, até alguns de porte mais significativo, como o Guaió, o Taiaçupeba, o Jundiaí, o Baquirivu etc. Pela formação geomorfológica, predominam os da margem esquerda.
A nossa proposta urbanística, complementar ao Parque, é que tratemos adequadamente os chamados fundos de vale desses afluentes. Não como uma visão de saneamento apenas, construindo duas ruas ou avenidas marginais a sufocar o leito desses córregos.
Mas com um afastamento mais generoso, permitindo também a implantação de uma faixa verde.
Assim, teremos um desenvolvimento urbano organizado numa forma de espinha de peixe, determinada pelas faixas verdes, onde a coluna dorsal é o Parque Ecológico. E entre as fixas dos afluentes poderemos desenvolver os diferentes tipos de ocupação urbana.
Fica essa proposta urbana, que vislumbramos bonita, pela organização que se pode estabelecer.

Modelos para o tratamento urbanístico das cidades ao longo do parque

O Parque, ao longo de sua trajetória, passará por uma série de cidades (Guarulhos, São Miguel, Itaquá, Poá, Suzano, Moji etc.)
Evidentemente, o impacto do Parque deverá atrair o desenvolvimento físico dessas cidades para junto de si. Isso poderá provocar um desequilíbrio na presente situação, e mesmo, deteriorar precocemente os atuais centros da cidade, na medida em que o centro de gravidade urbano penda em direção ao Parque.
A fim de garantir o devido equilíbrio no processo de desenvolvimento, imaginamos localizar na extremidade oposta da cidade, um equipamento social ou institucional significativo e criar uma ligação, o grande passeio, que o una ao Parque passando pelo centro.
Com isso, acreditamos não desequilibrar as atuais estruturas urbanas e os centros serão utilizados com esses grandes passeios.

O parque
150 km de integração urbana

Uma visão tecnicista e imediatista diria que a integração entre vários pontos de uma cidade se faz através de uma via expressa.
Ao propormos o Parque ao longo do rio Tietê, possibilitamos que a integração urbana, numa extensão superior a 100 km, se faça pelas atividades de lazer, de cultura e esportivas, que serão desenvolvidas ao longo dele, com pessoas a caminhar pelos bosques a a andar de bicicletas.
Essa a integração que desejamos: pelas atividades humanas, ligadas por verde e lagos e canais.

O rio Tietê:
sua história e a retomada

"-É noite. E tudo é noite. Debaixo do arco admirável
Da Ponte das Bandeiras o rio
Murmura num banzeiro de água pesada e oliosa";

"...De repente
O ólio das águas recolhe em cheio luzes trêmulas,
É um susto. E num momento o rio
Esplende em luzes inumeráveis, lares, palácios e ruas,
Ruas, ruas, por onde os dinossauros caxingam
Agora, arranha-céus valentes donde saltam
Os bichos blau e os punidores gastos verdes,
Em cânticos, em prazeres, em trabalhos e fábricas,
Luzes e glória. É a cidade... É a amaranhada forma
Humana corrupta da vida que muge e se aplaude.
E se aclama e se falsifica e se esconde. E deslumbra.
Mas é um momento só. Logo o rio escurece de novo.
Está negro. as águas oliosas e pesadas se aplacam
Num gemido".

"Meu rio, meu Tietê, onde me levas?
Sarcástico rio que contradizes o curso das águas
E te afastas do mar e te adentras na terras dos homens,
Onde queres me levar?..."

"Rio que fazes terra, húmus da terra, bicho da terra,
Me induzindo com a tua insistência turrona paulista...
Para as tempestades humanas da vida, meu rio!..."

"Estas águas do meu Tietê são objetas e barrentas,
Dão febre, dão morte decerto, e dão graças e antíteses".

"A culpa é tua Pai Tietê? A culpa é tua
Si as tuas águas estão pobres de fel
E majestade falsa? A culpa é tua
Onde estão os amigos? onde estão os inimigos?
Onde estão os pardais? e os teus estudiosos e sábios, e
Os iletrados?
Onde o teu povo?..."

(Mário de Andrade, A Meditação sobre o Tietê, 1944/45, extratos).

Esse poema de Mário de Andrade retoma a meditação e a discussão sobre a importância do Tietê na formação e no desenvolvimento de São Paulo. Esse brado de alerta só recentemente tem ocupado lugar de destaque nas preocupações governamentais e nos jornais.
A história nos mostra os portugueses vencendo a barreira da Serra do Mar, encontraram no planalto o sítio privilegiado para a instalação de um povoado, base para suas incursões colônia adentro, através de uma via natural: o rio.
Durante os dois primeiros séculos, o Tietê foi usado como o acesso ao interior.
O crescimento contribuiu para transfigurar a cidade. Esse processo acelerou-se a tal ponto que, no século passado, o Tietê se transformou num depósito de dejetos da cidade, implicando em problemas sanitários de proporção, como a propagação da malária.
Com o início da industrialização, os problemas se agravaram para o Tietê. A várzea foi sendo ocupada por indústrias, que viam em suas águas a melhor solução para despejo de resíduos industriais.
Mas a meditação sobre o Tietê, embora envolvesse Mário de Andrade em meados da década de 40, era relegada a um segundo plano, em relação a preocupações imediatistas. A visão do progresso e de distorcido crescimento urbano, abafava vozes e pensamentos que lhe colocassem dúvidas. Sem dúvida, alguns projetos voltaram sua atenção ao Tietê. Em 1929, Prestes Maia, e em 1930, Saturnino Brito propuseram algumas medidas para solucionar os problemas do rio.
Em 1965, Jorge Wilheim propõe o aproveitamento do trecho urbano e, em 1974, Miguel Colassuonno de um trecho a montante da cidade.
No entanto, nenhum desses projetos teve uma maior atenção para sua implantação, embora tenham oferecido contribuições importantes para a busca de novas propostas.
Hoje, em meio às discussões e à procura de soluções para os problemas urbanos colocados pelo caráter do crescimento de São Paulo, é o momento de retomarmos a meditação sobre o Tietê.
Projetamos o Parque Ecológico do Tietê, no qual propomos a retomada do rio e a reapropriação desse elemento da natureza por parte da população paulistana. Vemos também que isto só será possível através da recuperação conjunta do canal e de toda faixa marginal, que torne o Tietê um de seus locais de vivência. Com isso, reintegramos o Tietê à cidade, e sua forte presença urbanística poderá dar a organização e a contemporaneidade que desejamos.

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Centro Cultural Estádio Distrital Centro Ecológico
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Núcleo Comunitário Núcleo Esportivo
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Museu do Tietê e do Bandeirante Viveiro de Mudas

3 - Alguns equipamentos:
de atividade local

No programa do parque, propusemos o desenvolvimento do lazer, norteados por suas diretrizes básicas: o lazer como prática, onde se estimula o desenvolvimento da capacidade criadora e o lazer espetáculo, através do qual a população possa conhecer novos valores, incorporar novos significados.

Por outro lado, dadas as dimensões do Parque, formulamos um grupo de equipamentos que atenda mais diretamente a população lindeira.

Alem dos equipamentos de atividades locais, em vista da importância física do Parque, formulamos vários equipamentos de interesse metropolitano. São eles, com a localização respectiva:

  • Centro Cultural da Cidade, em Guarulhos;

  • Estádio Esportivo, em São Miguel;

  • Cidade da Criança, em Guarulhos;

  • Cidade Náutica, em Itaquaquecetuba;

  • Viveiro de Mudas, em Biritiba-Mirin;

  • Viveiro de Pássaros, em Biritiba-Mirin;

  • Museu do Parque, em Guarulhos;

  • Museu do Tietê e do Bandeirante, em Santana do Parnaíba;

  • Centro de Pesquisas Ecológicas, em Santana do Parnaíba.

3. Alguns equipamentos: Parque Infantil

Veja a planta...

Esses equipamentos, que chamamos de atividades locais, distribuem-se ao longo de toda a gleba, de acordo com a densidade populacional e área disponível do Parque. São elas (em primeira etapa):

  • 17 núcleos comunitários;
  • 8 núcleos esportivos;
  • 29 parques infantis;
  • 5 centros culturais.

4. Trabalho em andamento - O desenvolvimento

O detalhamento do projeto é longo, não só pela extensão do Parque, mas também pelo aspecto multidisciplinar do projeto. Com nossa coordenação, a nossa equipe de assessoria mais as equipes do DAEE e do DER, estamos desenvolvendo estudos e projetos, vários deles já concluídos, nas seguintes faixas:

Solo

  • Estudo global da geomorfologia do planalto paulista.
  • Estudo específico, caracterizando trechos aluviais, hidromorfos, latosol e os de transição, na faixa do Parque.
  • Estudo agronômico e botânico para a indicação adequada e tratamento das espécies vegetais.
  • Projeto do movimento de terra, com as compensações devidas e levando em conta a drenagem superficial, para a adequada implantação da vegetação e dos equipamentos.

Água

  • Estudo hidráulico do canal, levando em conta índices pluviométricos de 500 anos, para efeito de enchentes, determinando assim sua secção e patamares auxiliares.
  • Projeto de pequenas eclusas em trechos do canal, para regularizar as diferentes vazões de épocas de chuva e estiagem.
  • Projeto da secção do canal a fim de permitir a navegabilidade nos lagos e ao longo do canal, em qualquer época do ano.
  • Projeto das estações de embarque.
  • Projeto final dos lagos.

Saneamento e Drenagem

  • Política geral de saneamento e proteção à bacia.
  • Estudo de proteção das águas do canal do esgoto urbano.
  • Estudo de proteção das águas superficiais.
  • Estudo de proteção dos afluentes já poluídos.
  • Estudo de proteção dos afluentes não poluídos.
  • Projeto de drenagem do Parque.

Urbanismo do Parque

  • Projeto final dos limites do Parque, levando em conta o traçado do canal, a atual ocupação da malha urbana e o projeto das avenidas marginais.
  • Projeto final dos lagos.
  • Conceituação do lazer e distribuição dos equipamentos sociais ao longo do Parque.
  • Projeto de implantação dos equipamentos.
  • Projeto dos caminhos e ruas internas do Parque
  • Projeto da rede de eletricidade e de hidráulica.

Equipamentos

  • Conceituação e formulação dos programas de todos os equipamentos sociais.
  • Projeto desses equipamentos.
  • Projeto estrutural.
  • Projeto de eletricidade e hidráulica.

Paisagismo

  • Projeto de paisagismo geral do Parque.
  • Projeto de paisagismo específico junto aos equipamentos.
  • Projeto de arborização às marginais já construídas (trechos dos rios Tietê e Pinheiros)

Sistema Viário

  • Traçado geométrico das duas avenidas marginais (72,0 km da marginal direita e 81,2 km da marginal esquerda).
  • Projeto executivo dessas marginais. acessos e estacionamentos.
  • Projeto da faixa exclusiva para transporte de massa.
  • Projeto das passarelas sobre as marginais, unido a malha urbana ao Parque (38 sobre a marginal - direita e 57 sobre a marginal esquerda)
  • Articulação das travessias com o sistema viário municipal e estadual, em consonância com o SISTRAN.

Patrimônio Histórico

  • Levantamento dos monumentos históricos e paisagísticos significativos na área e sua incorporação ao Parque: Igreja de São Miguel e nascente do rio Tietê.

Administração, Operação e Manutenção

  • Desde já é fundamental definir o critério pelo qual o Parque será administrado, e então esquematizar atividades e sua manutenção.

4 - Trabalho em andamento - A atuação profissional

  • Parece-nos importante colocar nossa posição e atuação perante os projetos de intervenção urbana, e que nortearam o presente trabalho.
  • Respeitamos os diagnósticos, os estudos de viabilidade econômico-financeira. Entretanto, acreditamos que esses estudos deverão servir, basicamente, para aprimorar as idéias fundamentais que o projeto propuser.
  • Portanto, o projeto deve ser antecedente, carreando conteúdos histórico-culturais, que numa intervenção urbana não podemos omitir. esse compromisso com a história vai caracterizando uma cidade.
  • Além disso, os diagnósticos, estudos de viabilidade econômico-financeira, via de regra, conduzem a uma resposta em que prepondera uma linha tecnicista mais imediatista, deixando num plano totalmente secundário o desenho da cidade.
  • Foi com essas convicções que elaboramos o projeto, estamos conscientes, por outro lado, de que a nossa cidade cresce à custa de pequenos projetos, isto é, projetos que são implantados dentro de um mesmo período administrativo. Claro está que a implantação de grandes projetos de intervenção urbana, os que geram as grandes linhas de uma cidade, não podem ficar circunscritos aos 4 anos de um governo. É por isso que achamos fundamental a urgente criação do Conselho da Cidade, órgão que terá a incumbência de garantir a implantação integral dos grandes projetos urbanos, ao longo de tantas administrações quantas forem necessárias.

4 - Trabalho em andamento - Equipe de trabalho

Arquitetura e Urbanismo
Ruy Ohtake, arquiteto - direção geral
Haron Cohen, arquiteto - coordenação
Alfred Talaat, arquiteto
Dalton de Luca, arquiteto
Helio Pasta, arquiteto
José Roberto Portugal Graciano, arquiteto
Léo Bonfim Júnior, arquiteto (*)
Maria Teresa Ramasini Furuiti, arquiteta
Ricardo Itsuo Ohtake, arquiteto

Paisagismo
Roberto Burle Marx, paisagista
José Tabacow, arquiteto
Klara Kaiser Mori, arquiteta
Koiti Mori, arquiteto
Mormes Moreira de Souza, botânico
Gal. Leonino Júnior, engenheiro hidráulico
Carlos Minoru Kanugusko, desenhista
Rosana Bazzo Lerer, desenhista
Vera Lúcia Maia Gavinho, desenhista
Yoshiki Shimahara, desenhista

Estudo Sócio-econômicos
Maria Flora Gonçalves Ohtake, socióloga - coordenação
Francisco Rocca, economista
Yoshie Kawano, socióloga
Maria Helena Ferreira Machado, sociólogo (*)
Eliana Nascimento Minicucci, socióloga (*)
Cecília Maria de Mattos Pimenta, estagiária
Mercedes Montero, estagiária
Sideval Francisco Aroni, estagiário

Agrimensura
EQUITEL - Equipe Técnica de Agrimensura

Assistência Social
Dora silvia Cunha Bueno Bannwart, administradora

Biologia
Cirillo Eduardo Mafra Machado, biólogo

Educação Infantil
Iza Cristiana Figueiredo, professora de arte

Engenharia de Solos
Victor Froilano BHachmann de Mello, engenheiro civil

Engenharia Florestal
Luiz Fernando Galli, engenheiro florestal
Reginaldo de Almeida Romani, engenheiro florestal
Sandra Mara Angeli Romani, engenheira agrônoma

Estrutura
Escritório Técnico Feitosa, De Lucca & Cruz

Geomorfologia
Aziz Nacib Ab' Sáber, geógrafo
Helmut Troppmair, geógrofo

Hidráulica e Eletricidade
Reichi Ishida, engenharia civil
Guentaro Kimura, engenheiro civil

Hidrografia
Guido Moralez Lopez, engenheiro civil
Stefam M. Eisner, engenheiro civil

Museologia
Ulpiano Bezerra de Menezes, arqueólogo

Programação Cultural
Aracy Amaral, artes plásticas
Fernando Novais, história
José Luiz Paes Nunes, música
Paulo Emílio Salles Gomes, cinema
Ruth Escobar, teatro
Sábato Megaldi, teatro

Editoria
Ana Lúcia Pó, revisora
Angela Napolitano, revisora
Eugênio Alex Wissembach, editor gráfico
Maria Cláudia Veronese Pereira, programadora visual
Maristela Debenest, editora de texto
Mirian Lemos Cintra, editora de texto (*)
Noriko Fukumoto, revisora
Regina Inês André, programadora visual
Takeshi Katsumata, desenhista industrial

Desenho
Antenor Tadeu Bertarelli, desenhista
Brunete Frahia Fraccaroli, estagiária
Geraldo de Souza, desenhista
Hideko Hekena Okita, desenhista
Ismael Sebastião Domingues, desenhista
Jair Silvério, desenhista
José Carlos Bozzolo, desenhista
José Carlos Costa Ramassini, desenhista
José Roberto Tieppo, desenhista
Livio Orselli, desenhista
Martine Rey, desenhista
Mauricio da Costa Motta, projetista
Otanir Nelo Bozzolo, projetista
Sergio Fumio Nozu, desenhista

Maquetes
Takeshi Katsumata, desenhista industrial
Mary Katsumata, programadora visual

Fotografia
José Moscardi, fotógrafo
Camera Press, laboratório de fotografia

Documentação
Francisca Pimenta Evrard, bibliotecária
Arminda de Oliveira, estagiária
Rosane Aparecida Braga, estagiária
Mary Katsumata, programadora visual

Secretaria e Administração
Nelson Cruz
Marcia Leandro Silva
Carmela Maria Meller
Luiz Roberto de Oliveira Ferreira
Masae Ishizaka
Nilzen Regina Bacciotti
Paulino Dias Motta
Regina Bernardo Pavão
Rosemeire Diniz Bacciotti
Rubens Vilabor

(*) participação na primeira fase do trabalho

EcoUrbs Ecologia e Urbanismo: Estudo e Projetos S/C Ltda.
Av. Eusébio Matoso, 235 - Fones: 211-9453  212-1891
05423 - São Paulo

Fonte: Projeto original, Acervo PET

Colaboração: Sr. Edson Depetri

Designer - Anacleto B. Pereira
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