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1 - O parque que a cidade ganha - Introdução

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São Paulo é hoje, uma das maiores concentrações
urbanas do mundo, com seus 11 milhões de habitantes, distribuídos numa área de 900 km2.
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O crescimento vertiginoso e descontrolado da nossa cidade
caracterizou-se sobretudo pela ocupação excessiva e caótica
de construções numa avalanche imediatista, sem que normas
municipais ou projetos de intervenção urbana conseguissem
implantar um desenho para a cidade.
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Por outro lado, não
tememos as grandes cidades: a adequada relação entre áreas
abertas, verdes e áreas edificadas pode propiciar o
equilíbrio urbano, organizando a cidade e possibilitando
bonitos espaços para todas escalas de convivência do homem.
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A isso devemos acrescentar que as cidades, tendo sua
história, devem possuir marcos que assinalem
significativamente suas etapas histórico-culturais.
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É
dentro dessa perspectiva que propusemos o projeto do Parque
Ecológico do Tietê.
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O rio tem 113 km a leste da cidade e
18 km a oeste atravessando os seguintes municípios:
Salesópolis, Biritiba-Mirim, Moji das Cruzes, Suzano, Poá,
Itaquaquecetuba, Guarulhos, São Paulo, Osasco, Barueri,
Carapicuíba e Santana do Parnaíba.
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A área total do Parque
é de 140 km2, portanto 120 vezes maior que o Parque do
Ibirapuera.
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Essas dimensões dão-lhe configuração
metropolitana da mais alta importância.
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Essa importância
aumenta quando sabemos que o sentido leste-oeste é o eixo de
desenvolvimento de São Paulo.
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Assim, propusemos para o
Parque as características de um parque urbano, onde a
população possa usufruir plenamente essa faixa aberta, que
integra os equipamentos de uso social com o verde e a água.
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Com isso nossa cidade, tão carente de área livre, passará a
ter um parque urbano compatível.
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Finalmente, o parque
poderá ser um elemento organizador do desenvolvimento da
cidade, pela sua ocupação longilínea. A partir disso, são
possíveis desenhos urbanos claros e definidos.
1 - O parque
que a cidade ganha - Idéias básicas 
Aproveitando
a retificação do rio, obra inadiável para minorar os
efeitos das enchentes, propusemos que as duas avenidas
marginais, tradicionalmente correndo junto ao canal, sejam
mais afastadas. Com isso, criamos uma faixa entre essas
marginais, garantindo a implantação do Parque, cuja largura
média é de 800 metros, ao longo dos seus 148 km. Alem
disso, conseguimos melhorar sensivelmente as condições de
construção, pois com seu afastamento evitamos que as
marginais passassem sobre os meandros do atual curso do rio. A
leve sinuosidade do traçado criará perspectivas
surpreendentes ao longo de toda a área. Uma correta
ocupação do solo externo ao Parque nos trechos ainda não
comprometidos, poderá completar o quadro, dando a São Paulo
uma nova feição urbana. Propusemos, paralelamente a essas
marginais, uma pista exclusiva dedicada ao transporte em
massa, pois que atravessam áreas de grande concentração
urbana. 
A faixa criada pelas duas avenidas
marginais será a base para a formação do Parque. Extensos
bosques predominarão em seu panorama: desde bosques compactos
e "santuários", até bosques mais abertos.
Espécies vegetais adequadas comporão esses maciços e em
certos trechos tentaremos reconstruir a flora inicial. Com
isso, será possível restabelecer o retorno da fauna de
pequeno porte. Um viveiro convenientemente dimensionado
fornecerá os 6 milhões de mudas previstas para o Parque.
Além disso, procuraremos sempre introduzir o aspecto
educativo do Parque e da sua vegetação. Projetos
específicos de paisagismo comporão os entornos dos
equipamentos sociais a serem implantados. Com isso, o
índice de área verde por habitante, em São Paulo, passará
de 1,5 para 10 m2/hab - portanto um aumento substancial. 
O rio Tietê
atravessa o vale num percurso cheio de meandros. Além disso,
em algumas regiões como Osasco e Itaquaquecetuba, foram
abertas grandes crateras devido a extração de areia. Propusemos,
então, que o canal alargasse seu leito em vários pontos de
seu trajeto, formando bonitos lagos. Assim, ao que seria um
longo e estreito canal retificado, conseguimos dar novas
proporções, fazendo com que a água tenha agora uma
integração mais adequada com o bosque, enriquecendo
enormemente o Parque, tanto paisagisticamente, como pelo seu
uso recreativo. Ao total formulamos 14 lagos, sendo 2 deles
maiores que a lagoa Rodrigo de Freitas, do Rio. E no lago de
Itaquaquecetuba previmos uma Cidade náutica, com
instalações completas para regatas. Com isso, o projeto
melhorou também as condições de retificação, evitando
volumes imensos de aterros sobre os meandros do rio e buracos
de escavações de areia. Evidentemente, o uso recreativo da
água será possível quando surgirem os primeiros efeitos do
tratamento para a despoluição da bacia do Tietê. É um
processo lento, a exigir grande esforço governamental e
cooperação da população. Com essas condições, teremos
retomado o Rio Tietê, hoje transformado num grande escoadouro
do esgoto. Com o projeto, apropriamos devidamente a natureza,
trazendo o rio ao convívio urbano e marcando culturalmente a
presença do homem: é o parque metropolitano, que propomos
contemporâneo e atuante. 
Ao caracterizarmos o
Parque como urbano, é porque consideramos imprescindível seu
uso pela população. Nos estudos mais recentes que
elaboramos, cerca de 500 mil pessoas deverão freqüentar o
Parque em fins-de-semana ( o Parque do Ibirapuera é hoje
freqüentado por 50 mil pessoas). Na nossa proposta,
preocupando-nos em desenvolver o lazer-prática (cotidiano,
lúdico, cultura) e não estimular o lazer consumo, propusemos
dois tipos de equipamentos. O primeiro é voltado à
população mais próxima do Parque, portanto mais diretamente
beneficiada: núcleos comunitários, núcleos esportivos,
núcleos culturais, centros infantis e "play-grounds". O
segundo tipo procurará atender ao interesse da população de
toda a cidade: centro cultural da cidade, cidade da criança,
estádio esportivo, cidade náutica, viveiro de mudas, viveiro
de pássaros, museu do parque e centro ecológico. Com isso,
acreditamos estar dotando de equipamentos não só a faixa
leste-oeste, mas toda a cidade, que se tornou tão carente,
arrastada que foi por uma visão imediatista e gananciosa. 1
- O parque que a cidade ganha - A cidade que se organiza com o
parque O sentido leste-oeste do parque Limitando ao norte
pela Serra da Cantareira e ao sul pela Serra do Mar, o
desenvolvimento da cidade de São Paulo é no eixo
leste-oeste, que coincide com o eixo do Parque. Isso lhe
confere uma importância urbana fundamental, pois ao longo de
seus 148 quilômetros acompanhará a ocupação da cidade,
possibilitando, de um lado, que novas populações o possam
usufruir, e de outro, que a ocupação lindeira possa ser mais
sugestiva, através de um zoneamento não de
"manchas", mas que defina um desenho para esta faixa
da cidade. 
Modelos de ocupação do solo que o
parque sugere O rio Tietê tem algumas dezenas de afluentes
em volta da cidade. Desde córregos, até alguns de porte
mais significativo, como o Guaió, o Taiaçupeba, o Jundiaí,
o Baquirivu etc. Pela formação geomorfológica, predominam
os da margem esquerda. A nossa proposta urbanística,
complementar ao Parque, é que tratemos adequadamente os
chamados fundos de vale desses afluentes. Não como uma visão
de saneamento apenas, construindo duas ruas ou avenidas
marginais a sufocar o leito desses córregos. Mas com um
afastamento mais generoso, permitindo também a implantação
de uma faixa verde. Assim, teremos um desenvolvimento
urbano organizado numa forma de espinha de peixe, determinada
pelas faixas verdes, onde a coluna dorsal é o Parque
Ecológico. E entre as fixas dos afluentes poderemos
desenvolver os diferentes tipos de ocupação urbana. Fica
essa proposta urbana, que vislumbramos bonita, pela
organização que se pode estabelecer. 
Modelos
para o tratamento urbanístico das cidades ao longo do parque O
Parque, ao longo de sua trajetória, passará por uma série
de cidades (Guarulhos, São Miguel, Itaquá, Poá, Suzano,
Moji etc.) Evidentemente, o impacto do Parque deverá
atrair o desenvolvimento físico dessas cidades para junto de
si. Isso poderá provocar um desequilíbrio na presente
situação, e mesmo, deteriorar precocemente os atuais centros
da cidade, na medida em que o centro de gravidade urbano penda
em direção ao Parque. A fim de garantir o devido
equilíbrio no processo de desenvolvimento, imaginamos
localizar na extremidade oposta da cidade, um equipamento
social ou institucional significativo e criar uma ligação, o
grande passeio, que o una ao Parque passando pelo centro. Com
isso, acreditamos não desequilibrar as atuais estruturas
urbanas e os centros serão utilizados com esses grandes
passeios. 
O parque
150 km de integração urbana Uma visão tecnicista e
imediatista diria que a integração entre vários pontos de
uma cidade se faz através de uma via expressa.
Ao propormos o Parque ao longo do rio Tietê, possibilitamos
que a integração urbana, numa extensão superior a 100 km,
se faça pelas atividades de lazer, de cultura e esportivas,
que serão desenvolvidas ao longo dele, com pessoas a caminhar
pelos bosques a a andar de bicicletas.
Essa a integração que desejamos: pelas atividades humanas,
ligadas por verde e lagos e canais. 
O rio
Tietê:
sua história e a retomada
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"-É
noite. E tudo é noite. Debaixo do arco admirável
Da Ponte das Bandeiras o rio
Murmura num banzeiro de água pesada e oliosa"; "...De
repente
O ólio das águas recolhe em cheio luzes trêmulas,
É um susto. E num momento o rio
Esplende em luzes inumeráveis, lares, palácios e ruas,
Ruas, ruas, por onde os dinossauros caxingam
Agora, arranha-céus valentes donde saltam
Os bichos blau e os punidores gastos verdes,
Em cânticos, em prazeres, em trabalhos e fábricas,
Luzes e glória. É a cidade... É a amaranhada forma
Humana corrupta da vida que muge e se aplaude.
E se aclama e se falsifica e se esconde. E deslumbra.
Mas é um momento só. Logo o rio escurece de novo.
Está negro. as águas oliosas e pesadas se aplacam
Num gemido". "Meu rio, meu Tietê, onde me levas?
Sarcástico rio que contradizes o curso das águas
E te afastas do mar e te adentras na terras dos homens,
Onde queres me levar?..." "Rio que fazes terra,
húmus da terra, bicho da terra,
Me induzindo com a tua insistência turrona paulista...
Para as tempestades humanas da vida, meu rio!..." "Estas
águas do meu Tietê são objetas e barrentas,
Dão febre, dão morte decerto, e dão graças e
antíteses". "A culpa é tua Pai Tietê? A culpa
é tua
Si as tuas águas estão pobres de fel
E majestade falsa? A culpa é tua
Onde estão os amigos? onde estão os inimigos?
Onde estão os pardais? e os teus estudiosos e sábios, e
Os iletrados?
Onde o teu povo?..." (Mário de Andrade, A Meditação
sobre o Tietê, 1944/45, extratos). |

Esse
poema de Mário de Andrade retoma a meditação e a discussão
sobre a importância do Tietê na formação e no
desenvolvimento de São Paulo. Esse brado de alerta só
recentemente tem ocupado lugar de destaque nas preocupações
governamentais e nos jornais.
A história nos mostra os portugueses vencendo a barreira da
Serra do Mar, encontraram no planalto o sítio privilegiado
para a instalação de um povoado, base para suas incursões
colônia adentro, através de uma via natural: o rio.
Durante os dois primeiros séculos, o Tietê foi usado como o
acesso ao interior.
O crescimento contribuiu para transfigurar a cidade. Esse
processo acelerou-se a tal ponto que, no século passado, o
Tietê se transformou num depósito de dejetos da cidade,
implicando em problemas sanitários de proporção, como a
propagação da malária.
Com o início da industrialização, os problemas se agravaram
para o Tietê. A várzea foi sendo ocupada por indústrias,
que viam em suas águas a melhor solução para despejo de
resíduos industriais.
Mas a meditação sobre o Tietê, embora envolvesse Mário de
Andrade em meados da década de 40, era relegada a um segundo
plano, em relação a preocupações imediatistas. A visão do
progresso e de distorcido crescimento urbano, abafava vozes e
pensamentos que lhe colocassem dúvidas. Sem dúvida, alguns
projetos voltaram sua atenção ao Tietê. Em 1929, Prestes
Maia, e em 1930, Saturnino Brito propuseram algumas medidas
para solucionar os problemas do rio.
Em 1965, Jorge Wilheim propõe o aproveitamento do trecho
urbano e, em 1974, Miguel Colassuonno de um trecho a montante
da cidade.
No entanto, nenhum desses projetos teve uma maior atenção
para sua implantação, embora tenham oferecido
contribuições importantes para a busca de novas propostas.
Hoje, em meio às discussões e à procura de soluções para
os problemas urbanos colocados pelo caráter do crescimento de
São Paulo, é o momento de retomarmos a meditação sobre o
Tietê.
Projetamos o Parque Ecológico do Tietê, no qual propomos a
retomada do rio e a reapropriação desse elemento da natureza
por parte da população paulistana. Vemos também que isto
só será possível através da recuperação conjunta do
canal e de toda faixa marginal, que torne o Tietê um de seus
locais de vivência. Com isso, reintegramos o Tietê à
cidade, e sua forte presença urbanística poderá dar a
organização e a contemporaneidade que desejamos.
3 - Alguns equipamentos:
de atividade local No programa do parque, propusemos o
desenvolvimento do lazer, norteados por suas diretrizes
básicas: o lazer como prática, onde se estimula o
desenvolvimento da capacidade criadora e o lazer espetáculo,
através do qual a população possa conhecer novos valores,
incorporar novos significados. Por outro lado, dadas as
dimensões do Parque, formulamos um grupo de equipamentos que
atenda mais diretamente a população lindeira. Alem dos
equipamentos de atividades locais, em vista da importância
física do Parque, formulamos vários equipamentos de
interesse metropolitano. São eles, com a localização
respectiva:
-
Centro Cultural da Cidade, em Guarulhos;
-
Estádio Esportivo, em São Miguel;
-
Cidade da Criança, em Guarulhos;
-
Cidade Náutica, em
Itaquaquecetuba;
-
Viveiro de Mudas, em
Biritiba-Mirin;
-
Viveiro de Pássaros, em
Biritiba-Mirin;
-
Museu do Parque, em Guarulhos;
-
Museu do Tietê e do Bandeirante, em Santana do
Parnaíba;
-
Centro de Pesquisas Ecológicas, em Santana do
Parnaíba.
3. Alguns
equipamentos: Parque Infantil 
Esses
equipamentos, que chamamos de atividades locais, distribuem-se
ao longo de toda a gleba, de acordo com a densidade
populacional e área disponível do Parque. São elas (em
primeira etapa):
- 17 núcleos comunitários;
- 8 núcleos esportivos;
- 29 parques infantis;
- 5 centros culturais.
4. Trabalho em andamento - O
desenvolvimento O detalhamento do projeto é longo, não só
pela extensão do Parque, mas também pelo aspecto
multidisciplinar do projeto. Com nossa coordenação, a nossa
equipe de assessoria mais as equipes do DAEE e do DER, estamos
desenvolvendo estudos e projetos, vários deles já
concluídos, nas seguintes faixas: Solo
- Estudo global da
geomorfologia do planalto paulista.
- Estudo específico, caracterizando trechos aluviais,
hidromorfos, latosol e os de transição, na faixa do Parque.
- Estudo agronômico e botânico para a indicação adequada e
tratamento das espécies vegetais.
- Projeto do movimento de terra, com as compensações devidas
e levando em conta a drenagem superficial, para a adequada
implantação da vegetação e dos equipamentos.
Água
- Estudo hidráulico do canal, levando em conta índices
pluviométricos de 500 anos, para efeito de enchentes,
determinando assim sua secção e patamares auxiliares.
- Projeto de pequenas eclusas em trechos do canal, para
regularizar as diferentes vazões de épocas de chuva e
estiagem.
- Projeto da secção do canal a fim de permitir a
navegabilidade nos lagos e ao longo do canal, em qualquer
época do ano.
- Projeto das estações de embarque.
- Projeto final dos lagos.
Saneamento e Drenagem
- Política geral de saneamento e proteção à bacia.
- Estudo de proteção das águas do canal do esgoto urbano.
- Estudo de proteção das águas superficiais.
- Estudo de proteção dos afluentes já poluídos.
- Estudo de proteção dos afluentes não poluídos.
- Projeto de drenagem do Parque.
Urbanismo do Parque
- Projeto final dos limites do Parque, levando em conta o
traçado do canal, a atual ocupação da malha urbana e o
projeto das avenidas marginais.
- Projeto final dos lagos.
- Conceituação do lazer e distribuição dos equipamentos
sociais ao longo do Parque.
- Projeto de implantação dos equipamentos.
- Projeto dos caminhos e ruas internas do Parque
- Projeto da rede de eletricidade e de hidráulica.
Equipamentos
- Conceituação e formulação dos programas de todos os
equipamentos sociais.
- Projeto desses equipamentos.
- Projeto estrutural.
- Projeto de eletricidade e hidráulica.
Paisagismo
- Projeto de paisagismo geral do Parque.
- Projeto de paisagismo específico junto aos equipamentos.
- Projeto de arborização às marginais já construídas
(trechos dos rios Tietê e Pinheiros)
Sistema Viário
- Traçado geométrico das duas avenidas marginais (72,0 km da
marginal direita e 81,2 km da marginal esquerda).
- Projeto executivo dessas marginais. acessos e
estacionamentos.
- Projeto da faixa exclusiva para transporte de massa.
- Projeto das passarelas sobre as marginais, unido a malha
urbana ao Parque (38 sobre a marginal - direita e 57 sobre a
marginal esquerda)
- Articulação das travessias com o sistema viário municipal
e estadual, em consonância com o SISTRAN.
Patrimônio
Histórico
- Levantamento dos monumentos históricos e
paisagísticos significativos na área e sua incorporação ao
Parque: Igreja de São Miguel e nascente do rio Tietê.
Administração,
Operação e Manutenção
- Desde já
é fundamental definir
o critério pelo qual o Parque será administrado, e então
esquematizar atividades e sua manutenção.
4 - Trabalho em
andamento - A atuação profissional
- Parece-nos importante
colocar nossa posição e atuação perante os projetos de
intervenção urbana, e que nortearam o presente trabalho.
- Respeitamos os diagnósticos, os estudos de viabilidade
econômico-financeira. Entretanto, acreditamos que esses
estudos deverão servir, basicamente, para aprimorar as
idéias fundamentais que o projeto propuser.
- Portanto, o projeto deve ser antecedente, carreando
conteúdos histórico-culturais, que numa intervenção urbana
não podemos omitir. esse compromisso com a história vai
caracterizando uma cidade.
- Além disso, os diagnósticos, estudos de viabilidade
econômico-financeira, via de regra, conduzem a uma resposta
em que prepondera uma linha tecnicista mais imediatista,
deixando num plano totalmente secundário o desenho da
cidade.
- Foi com essas convicções que elaboramos o projeto, estamos
conscientes, por outro lado, de que a nossa cidade cresce à
custa de pequenos projetos, isto é, projetos que são
implantados dentro de um mesmo período administrativo. Claro
está que a implantação de grandes projetos de intervenção
urbana, os que geram as grandes linhas de uma cidade, não
podem ficar circunscritos aos 4 anos de um governo. É por
isso que achamos fundamental a urgente criação do Conselho
da Cidade, órgão que terá a incumbência de garantir a
implantação integral dos grandes projetos urbanos, ao longo
de tantas administrações quantas forem necessárias.
4 -
Trabalho em andamento - Equipe de trabalho Arquitetura e
Urbanismo
Ruy Ohtake, arquiteto - direção geral
Haron Cohen, arquiteto - coordenação
Alfred Talaat, arquiteto
Dalton de Luca, arquiteto
Helio Pasta, arquiteto
José Roberto Portugal Graciano, arquiteto
Léo Bonfim Júnior, arquiteto (*)
Maria Teresa Ramasini Furuiti, arquiteta
Ricardo Itsuo Ohtake, arquiteto Paisagismo
Roberto Burle Marx, paisagista
José Tabacow, arquiteto
Klara Kaiser Mori, arquiteta
Koiti Mori, arquiteto
Mormes Moreira de Souza, botânico
Gal. Leonino Júnior, engenheiro hidráulico
Carlos Minoru Kanugusko, desenhista
Rosana Bazzo Lerer, desenhista
Vera Lúcia Maia Gavinho, desenhista
Yoshiki Shimahara, desenhista Estudo Sócio-econômicos
Maria Flora Gonçalves Ohtake, socióloga - coordenação
Francisco Rocca, economista
Yoshie Kawano, socióloga
Maria Helena Ferreira Machado, sociólogo (*)
Eliana Nascimento Minicucci, socióloga (*)
Cecília Maria de Mattos Pimenta, estagiária
Mercedes Montero, estagiária
Sideval Francisco Aroni, estagiário Agrimensura
EQUITEL - Equipe Técnica de Agrimensura Assistência Social
Dora silvia Cunha Bueno Bannwart, administradora Biologia
Cirillo Eduardo Mafra Machado, biólogo Educação Infantil
Iza Cristiana Figueiredo, professora de arte Engenharia de
Solos
Victor Froilano BHachmann de Mello, engenheiro civil Engenharia
Florestal
Luiz Fernando Galli, engenheiro florestal
Reginaldo de Almeida Romani, engenheiro florestal
Sandra Mara Angeli Romani, engenheira agrônoma Estrutura
Escritório Técnico Feitosa, De Lucca & Cruz Geomorfologia
Aziz Nacib Ab' Sáber, geógrafo
Helmut Troppmair, geógrofo Hidráulica e Eletricidade
Reichi Ishida, engenharia civil
Guentaro Kimura, engenheiro civil Hidrografia
Guido Moralez Lopez, engenheiro civil
Stefam M. Eisner, engenheiro civil Museologia
Ulpiano Bezerra de Menezes, arqueólogo Programação
Cultural
Aracy Amaral, artes plásticas
Fernando Novais, história
José Luiz Paes Nunes, música
Paulo Emílio Salles Gomes, cinema
Ruth Escobar, teatro
Sábato Megaldi, teatro Editoria
Ana Lúcia Pó, revisora
Angela Napolitano, revisora
Eugênio Alex Wissembach, editor gráfico
Maria Cláudia Veronese Pereira, programadora visual
Maristela Debenest, editora de texto
Mirian Lemos Cintra, editora de texto (*)
Noriko Fukumoto, revisora
Regina Inês André, programadora visual
Takeshi Katsumata, desenhista industrial Desenho
Antenor Tadeu Bertarelli, desenhista
Brunete Frahia Fraccaroli, estagiária
Geraldo de Souza, desenhista
Hideko Hekena Okita, desenhista
Ismael Sebastião Domingues, desenhista
Jair Silvério, desenhista
José Carlos Bozzolo, desenhista
José Carlos Costa Ramassini, desenhista
José Roberto Tieppo, desenhista
Livio Orselli, desenhista
Martine Rey, desenhista
Mauricio da Costa Motta, projetista
Otanir Nelo Bozzolo, projetista
Sergio Fumio Nozu, desenhista Maquetes
Takeshi Katsumata, desenhista industrial
Mary Katsumata, programadora visual Fotografia
José Moscardi, fotógrafo
Camera Press, laboratório de fotografia Documentação
Francisca Pimenta Evrard, bibliotecária
Arminda de Oliveira, estagiária
Rosane Aparecida Braga, estagiária
Mary Katsumata, programadora visual Secretaria e
Administração
Nelson Cruz
Marcia Leandro Silva
Carmela Maria Meller
Luiz Roberto de Oliveira Ferreira
Masae Ishizaka
Nilzen Regina Bacciotti
Paulino Dias Motta
Regina Bernardo Pavão
Rosemeire Diniz Bacciotti
Rubens Vilabor (*) participação na primeira fase do
trabalho EcoUrbs Ecologia e Urbanismo: Estudo e Projetos S/C
Ltda.
Av. Eusébio Matoso, 235 - Fones: 211-9453 212-1891
05423 - São Paulo
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