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Ubirajara Tannuri Felix, Superintendente do
Departamento de Águas e Energia Elétrica,
e Akio Koyama, Presidente da Associação
Brasileira de Imigrantes Japoneses, discutem
detalhes para plantio do Bosque do Centenário. |
O Superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica, Ubirajara Tannuri Felix, e o Presidente da Associação Brasileira de Imigrantes Japoneses, Akio
Koyama, assinaram na manhã de hoje (17 de setembro) um termo de cooperação para o plantio do "Bosque do Centenário" no Parque Ecológico do Tietê. A iniciativa faz parte das comemorações do centenário da imigração japonesa e conta com apoio da Associação Paulista de Relações Internacionais, Associação Oisca Brasil e Associação para a Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.
A imigração japonesa no Brasil começou em 1908 como um acordo entre o governo japonês e o brasileiro. O Japão vivia uma crise demográfica desde o final do século XIX enquanto que o Brasil necessitava de mão-de-obra para a lavoura do café. O primeiro navio a aportar no Brasil com imigrantes japoneses foi o Kasato
Maru, em 18 de Junho de 1908, no porto de Santos., que trazia 165 famílias, que vinham trabalhar nos cafezais do oeste paulista. A população japonesa do Brasil está estimada em um milhão e quinhentas mil pessoas, sendo a maior população nipônica fora do Japão. Do total, 12% são nascidos no Japão e o restante no Brasil.
O Bosque do Centenário será formado por 100 mil árvores de 60 espécies nativas da mata atlântica. O plantio deverá ter início em outubro e ocorrerá ao longo dos próximos dois anos.
Para Akio Koyama, "o plantio do Bosque do Centenário é uma forma de agradecimento da comunidade japonesa pela forma com que foram recebidos e integrados à vida do Brasil". Sueo
Kanamori, presidente da Associação Paulista de Relações Internacionais, lembra que um dos traços que marcou a imigração japonesa "foi sua forte presença na agropecuária brasileira, que perdura até hoje e, para formar as áreas cultivadas, foram derrubadas ao longo desses anos milhares de árvores". O bosque seria então "uma forma de retribuir simbolicamente à natureza as derrubadas praticadas no passado". Segundo Oswaldo
Y.Takaki, da Associação Brasileira de Imigrantes Japoneses, "este será o maior projeto realizado pela comunidade japonesa para marcar o centenário da imigração".
Para Ubirajara Tannuri Felix, Superintendente do DAEE, a assinatura desse termo de cooperação e o plantio do "Bosque do Centenário" é mais um ato que reafirma o bom relacionamento entre o Departamento e a comunidade japonesa em São Paulo". Ubirajara relembra o plantio do "Bosque da Diversidade", também no Parque Ecológico do Tietê, realizado em 2003, pela Associação dos Bolsistas da Japan International Cooperation Agency
(ABJICA) e o financiamento das obras de aprofundamento da calha do rio Tietê, a canalização do Córrego do Cabuçu e a construção das barragens do Biritiba e Jundiaí realizados pelo Japan Bank International Cooperation
(JBIC).
O Superintendente do DAEE destacou também a contribuição que a comunidade japonesa deu ao desenvolvimento brasileiro nestes 100 anos, ressaltando principalmente o aspecto de "enxergar a vida de uma maneira mais sensível em relação às questões ambientais" |