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O Dan Robson e
o flutuador chegaram nesta manhã ao parque ecológico do Tietê já
na capital, no extremo da zona leste.
É o 10º dia da expedição e a água do rio está praticamente sem
oxigênio. Uma diferença enorme da medição registrada no começo
da viagem, em Biritiba Mirim, quando o índice chegou a seis. Vem
muito mais esgoto pela frente.
A jornada do dia sempre começa na noite anterior. A equipe se
reúne no hotel. O difícil é ficar concentrado. “Eu já estou
dormindo. Meu corpo está aqui, mas minha alma e minha mente já
estão dormindo”, diz Dan.
A noite passa rápido e as poucas horas de sono dão energia para
um recomeço. “Hoje é mais preocupante porque é uma parte mais
poluída. É uma situação psicológica diferente porque você está
na Marginal, é outro pensamento. Você sempre olha o rio do carro
e diz: credo, este esgoto e agora eu vou estar dentro dele”, diz
ele.
O flutuador sai embalado pela correnteza, o guardião também. A
equipe de apoio não tem a mesma sorte. O trajeto até a próxima
ponte é bem mais curto por terra, mas não chegamos juntos com
Dan.
A expedição do flutuador chegou a São Paulo. É o primeiro trecho
do assoreamento do rio que nós encontramos. O cheiro é muito
forte e provavelmente todo o lixo misturado com areia foi
retirado do rio.
A dragagem do rio está no local onde o córrego Jacu Pêssego
deságua no Tietê. De lá pra frente, a paisagem é cada vez mais
urbana. O apoio espera no ponto final do dia, o parque ecológico
do Tietê, na capital. Desta vez, são os moradores do parque que
aguardam com curiosidade a chegada de Dan e do flutuador.
“O flutuador encostou em um barranco e eu fui tirar afundou meu
pé, eu fui segurar ele e ele afundou também”, conta Dan.
“Quase que eu dei um mergulho no Tietê, sujo. A vegetação ali,
não vi o barranco, escorreguei no meio da lama”, conta Paulo
Rogério Santos, agente patrimonial.
Uma boa limpeza e Dan Robson está pronto para a primeira tarde
de descanso desde o começo da semana.
Hoje, o flutuador registrou o menor índice de oxigênio na água
de todo o percurso feito até agora: 0,01, em Guarulhos.
Significa que o rio Tietê está quase completamente sem vida. A
gente não pode dizer que ele está totalmente morto porque
existem formas de vida que não precisam tanto de oxigênio, como
os próprios aguapés que tanto atrapalham o Dan.
Dan e o flutuador saíram de São Miguel Paulista, um bairro da
zona leste da capital, por volta de 6h30 da manhã. Nessa hora, o
índice registrado foi de 0,3, considerado péssimo.
Como o rio tem muitas curvas, um pequeno trecho dele passa por
Guarulhos. Lá, às 9 horas, o flutuador registrou o menor nível
de oxigênio até agora: 0,01.
Às dez e meia, eles já estavam de volta à capital paulista,
ainda na zona leste. E o índice até subiu um pouquinho. Foi para
0,03.
O flutuador e seu guardião chegaram ao parque ecológico do
Tietê, em São Paulo, por volta das 11 horas da manhã. O nível de
oxigênio na água era 0,01, péssimo.
Um bilhão de litros de esgoto são jogados no Tietê só na região
metropolitana. A situação mais grave é em Guarulhos. O fiscal
das águas, Marcio Canuto, foi ver o que acontece em Guarulhos.
Assista ao vídeo.
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