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A expedição do
rio Tietê passa ao lado dos carros da marginal e hoje o Dan
Robson teve uma grande surpresa: os níveis de oxigênio na água
voltaram a subir no começo da área urbana da capital. Ontem, o
índice tinha ficado em 0,01, em Guarulhos, e hoje de manhã
passou de 3 pontos.
A expedição do flutuador completa hoje 11 dias e esse aumento no
índice de oxigênio na água é realmente surpreendente. Na
capital, rio ainda é muito sujo, tem cheiro ruim, mas isso pode
ser um sinal que o Tietê ainda tem jeito.
A gente espera que essa expedição sirva de alerta para as
autoridades, que ajude a entender como é importante cobrar que o
esgoto seja tratado adequadamente antes de ser jogado no rio.
Todo mundo também pode ajudar muito, fazendo a ligação correta
da tubulação da sua casa na rede de esgoto e não jogando lixo
nas ruas, para depois poder cobrar dos prefeitos da grande São
Paulo, do governo do estado. Um rio limpo é o sonho de todo
mundo.
As dragas que trabalham no Tietê dão passagem a Dan Robson e ao
flutuador logo cedo. “Agora não tem sol e está até tranqüilo o
cheiro. O pessoal que trabalha aqui disse que eles não usam, só
quando está muito sol mesmo, eles usam uma mascara fininha”, diz
Dan Robson, guardião do flutuador.
Seu Marcos trabalha há mais de 20 anos atrás das máquinas e ás
vezes, perde a esperança de ver o rio limpo. “A gente não
consegue dar conta de tanto lixo que as pessoas jogam dentro do
rio. Você vê uma coisa morrendo, entristece mesmo”, diz ele.
É fácil entender a tristeza de seu Marcos. A espuma faz parte do
cenário que ele vê todos os dias.
O flutuador e seu guardião são reconhecidos onde chegam. Por
quem passa por eles e por quem não consegue passar.
Na velocidade da marginal, muitas vezes a gente não percebe o
que acontece ao lado. Além da espuma, em um dado ponto tem água
barrenta que ajuda a deixar o Tietê ainda mais escuro.
Dan estranha a diferença nas margens. “Capivara, animais, aqui
não tem nada, é esgoto mesmo”, conta ele.
Onde parece não haver mais chances, a natureza ainda resiste e a
expedição mostra que, se fosse limpo e navegável, o Tietê teria
espaço pra muitas embarcações, não importa o tamanho do remo.
Hoje, o flutuador registrou níveis de oxigênio na água acima dos
que foram registrados em Mogi das Cruzes e em Guarulhos. O
índice chegou a 3,5 em um dado ponto, mas voltou a cair.
Hoje, Dan e o flutuador começaram a expedição perto da ponte
Imigrante Nordestino, na zona leste às 6h30 da manhã, o primeiro
índice registrado foi de 0,08, considerado péssimo.
Duzentos metros depois, o nível de oxigênio na água melhorou
muito. Passou para 3,5, ainda considerado ruim.
Às 7h30 caiu um pouquinho e foi para 2,8. Uma hora mais tarde, o
índice voltou a subir para 3,5.
Às 9 horas da manhã, o nível caiu novamente e foi para 2,6,
ainda ruim. A partir daí ele só caiu. Às 10 horas, foi para 1,9,
péssimo. Às 11 horas, o nível registrado foi de 0,6.
A poluição causada pelo lançamento de esgoto no rio é realmente
o maior problema do Tietê e enquanto não forem feitos a coleta e
o tratamento adequado, o rio vai continuar sofrendo muito.
Mas tem um outro problema grave que é o lixo que é levado pelas
chuvas ou que é jogado diretamente no rio. Veja o vídeo com a
reportagem completa.
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