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O SPTV não se
esquece. O superintendente do DAEE, o Departamento de Águas e
Energia Elétrica, responsável pelo rio Tietê, disse que em 15 ou
20 dias ia terminar um novo estudo para retirar aquelas carcaças
que sobraram no limite entre o extremo leste da capital e
Guarulhos.
Pois esse prazo de 20 dias acabou ontem. E hoje nós estamos de
volta pra cobrar. Cinquenta e quatro carcaças foram retiradas,
mas os moradores dizem que ainda sobraram algumas dentro d’água.
Moradores dizem que as carcaças continuam no rio, mas que não é
possível vê-las porque o nível da água subiu por causa das
chuvas. Moradores disseram que o DAEE não retornou ao local
depois do dia 9 de outubro.
O superintendente do DAEE disse que não encontrou mais carcaças
no local.
Um monte de ferro retorcido. A carcaça é um sinal do que os
moradores dizem que há nas águas no Tietê no limite de São
Miguel Paulista, zona leste da capital, com Guarulhos. A chuva
dos últimos dias elevou o nível do rio e, segundo eles, é por
isso que outras carcaças não aparecem.
As carcaças foram encontradas dia 11 de setembro, quando o
flutuador passou pela região. Eram muitas e parecia que estavam
ali há bastante tempo. O DAEE, departamento de águas e energia
elétrica, prometeu retirar tudo do rio, num prazo de dez dias.
No dia 21, o fiscal das águas foi conferir.
Um guindaste ergueu as carcaças e retirou 20 carros. Mas tinha
mais. O Márcio Canuto voltou no dia 25, e acompanhou outra
grande operação.
Até agora, foram removidas 54 carcaças. Os moradores disseram
que ainda tinha mais e, no dia nove, os repórteres Fernando
Rocha e Valdir Ferreira foram fazer a reportagem junto com
mergulhadores profissionais.
No Tietê, conheceram um catador que mergulha na água suja do rio
sem nenhuma proteção e pesca ferro-velho para vender. “Já tirei
mais de dez carros, tudo enferrujado e podre, carcaça”, fala.
Os mergulhadores confirmaram que ainda tem carro debaixo d’água.
O DAEE fez uma nova promessa: mais 20 dias para tirar tudo que
estava no fundo do Tietê. “Estamos completando nosso plano e
dentro de 15 ou 20 dias e a partir daí vamos reorganizar a
equipe, os trabalho e recursos necessários para fazer o
trabalho”, fala Ubirajara Tannuri Félix, superintendente do DAEE
- 09/10/2009.
O prazo acabou, mas quem mora por aqui diz que não viu o
trabalho ser feito.
O DAEE informou que mapeou 20 quilômetros nessa região, mas que
por enquanto o trabalho é de análise da sujeira superficial e do
assoreamento e que por enquanto não há condições de fazer um
levantamento, mapeamento do fundo do rio. O trabalho também
depende de questões burocráticas.
O DAEE deu um novo prazo para resolver o problema. “Nós não
identificamos nenhuma carcaça depois daquele trabalho. Os que
não estão visíveis àquelas águas escuras são praticamente muito
difícil para nós. Não temos mergulhadores para poder fazer essa
identificação para identificar aquilo que está submerso preciso
elaborar um termo de referência, fazer uma contratação
específica, verificar quanto custa tudo isso, verificar o nosso
orçamento para poder fazer essa identificação e precisaremos de
pelo menos quatro meses”, explica Ubirajara Tannuri Félix,
superintendente do DAEE.
O tenente Mohamad El Turk, comandante da 3ª Companhia da Polícia
Militar, fala sobre o uso do local para deixar veículos sem uso.
Veja o vídeo.
O SPTV continuar acompanhando esse caso e todas as outras
promessas feitas com relação ao rio Tietê. Os entrevistados que
foram no estúdio durante a expedição do flutuador se
comprometeram em tomar providências para limpar o rio, deram
prazos, e a gente está acompanhando para cobrar as soluções.
Até porque todos se mostraram comprometidos em fazer o que fosse
possível. Afinal, a gente acredita que todo mundo quer ver o
Tietê livre dessa poluição toda.
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