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Vista aérea da
Barragem da Penha. |
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Da esquerda para a direita:
Ubirajara T.Felix, Dilma Pena e Mauro Arce". |
O Governo do
Estado está investindo R$ 1,49 milhão no desenvolvimento do
projeto executivo para a construção de uma eclusa na
barragem da Penha. O contrato, que inclui também a avaliação
dos impactos decorrentes da obra, foi assinado ontem - 9 de
novembro - pela Secretária Estadual de Saneamento e Energia,
Dilma Pena, e pelo Secretário Estadual dos Transportes,
Mauro Arce. Também participaram da solenidade, o
Superintendente do DAEE, Ubirajara Tannuri Felix, e o
Diretor do Departamento Hidroviário, órgão ligado à
Secretaria Estadual dos Transportes, Frederico Bussinger.
O projeto é o primeiro resultado do trabalho de um grupo
criado em março deste ano integrado por técnicos do DAEE e
do DH com a missão de integrar os estudos sobre a navegação
na região à nova conformação física da calha do rio Tietê,
aos projetos de macrodrenagem e de preservação das várzeas
do rio no trecho acima da barragem da Penha.
Atualmente, o rio Tietê é navegável numa extensão de 41
quilômetros na Região Metropolitana, da Barragem da Penha
até a Barragem Edgard de Souza, trecho que inclui as cidades
de São Paulo, Osasco, Carapicuíba, Barueri e Santana de
Parnaíba. A construção da eclusa na Barragem da Penha
permitirá ampliar, de imediato, esse trecho em mais 14
quilômetros, incluindo Guarulhos e Itaquaquecetuba, num
total de 55 quilômetros navegáveis.
Ubirajara Tannuri Felix ressalta que o DAEE já utiliza a
navegação para o serviço de desassoreamento de 40
quilômetros do rio Tietê, da Barragem da Penha até o
município de Santana de Parnaíba; e para programas de
educação ambiental.
"A reativação da navegação no rio Tietê é vital para a
logística do transporte metropolitano de São Paulo",
enfatiza Frederico Bussinger. Estudos realizados pelo DH
indicam que, em 2005, circulavam pela região metropolitana,
917 milhões de toneladas de cargas/ano, cerca de 400.000
viagens de caminhão por dia. O Diretor do DH destaca que,
"com a utilização da hidrovia será possível reduzirmos este
volume de tráfego em até 30%, o que será um ganho
extremamente significativo para a cidade, seja em relação ao
meio ambiente, à logística de transporte, à economia e à
saúde da população". |