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Corredores
ecológicos são um saída para preservar espécies diante do
crescimento urbano
Combinar o crescimento urbano com a preservação de espécies
nativas parece uma utopia nos dias de hoje. Mas existem
projetos que visam conservar o habitat de animais
silvestres, diante dos avanços imobiliários e da abertura de
rodovias. Um deles é a criação dos chamados corredores
ecológicos, que seriam ligações de uma reserva a outra,
disponibilizando um caminho verde e conservado para os
animais circularem livremente.
O Parque Várzeas do Tietê, um projeto antigo que deve estar
concluído em 2016, será um exemplo de corredor ecológico.
Mas ele será pouco diante de todas as possibilidades e
desafios existentes nesta área. Resumidamente, é preciso
muita vontade, e a elaboração de diversas políticas públicas
voltadas ao tema, para que lentamente os espaços possam se
tornar realidade.
“A população das nossas cidades está aumentando muito e não
adianta querer prender esses animais nos parques. O que a
gente tenta, na área ambiental, é criar esses corredores
ecológicos, que seriam a situação mais próxima do ideal.
Isso significa unir uma reserva a outra por meio de
corredores, que poderiam ser feitos passando por áreas
particulares ou mata ciliar em torno de rios. Poderíamos
unir a faixa do Parque Estadual da Serra do Mar com a Serra
do Itapeti, da Mantiqueira, a Cantareira e aí os animais
viriam de uma ponta a outra com árvores que têm frutos, e
poderiam conviver mais harmoniosamente. Hoje eles saem de
uma reserva e caem na cidade porque não existe ligação”,
argumenta Nadja Soares, presidente da entidade
socioambientalista Bio-Bras.
A bióloga acrescenta que a Região Leste de São Paulo, onde o
Alto Tietê está inserido, é especialmente complicada, porque
tem um altíssimo adensamento urbano. Ainda assim, ela
acredita que investindo nessa ideia, ainda que lentamente,
seria possível tirar o projeto do papel.
Fonte:
O Diário
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