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Governador Geraldo
Alckmin,
prefeito GIlberto Kassab e secretários
discutem ações emergenciais e preventivas
contra as enchentes.
Foto: Cris Castello Branco |
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Governador Alckmin
e prefeito Kassab
concedem coletiva após a reunião, na sede
do DAEE, no centro da capital.
Foto: Cris Castello Branco |
O governador
Geraldo Alckmin anunciou na tarde desta terça-feira, 11, uma
série de medidas para a contenção das enchentes em todo o
Estado. Participaram da reunião o prefeito de São Paulo,
Gilberto Kassab, e a vice-prefeita, Alda Marco Antônio, além
de secretários estaduais, municipais e dirigentes de órgãos
públicos.
Ao final da reunião, realizada na sede do Departamento de
Águas e Energia Elétrica (DAEE), foram estabelecidas uma
série de providências que serão tomadas imediatamente, com
prioridade para a remoção de 4,1 milhões de m³ de resíduos
do Rio Tietê e 1,5 milhão de m³ de detritos das águas do Rio
Pinheiros, além de liberação de verbas para conclusão da
primeira etapa do Parque Várzeas do Tietê e cessão de
equipamentos e pessoal do DAEE e da Sabesp para auxiliar na
limpeza de bueiros, lavagem das vias e retirada de entulho,
e equipes da Defesa Civil para auxiliar no socorro às
vítimas e busca por desaparecidos.
"Nós estamos autorizando tudo: o que faríamos em dois anos,
nós vamos fazer até o fim do ano. Serão 2,1 milhões de
metros cúbicos de material assoreado que vai ser retirado do
Rio Tietê e 1,5 milhão de metros cúbicos do Rio Pinheiros.
Dá 3,6 milhões. E mais 580 mil metros cúbicos da barragem da
Penha para o Córrego Três Pontes, no Parque Ecológico do
Tietê", declarou Alckmin.
A retirada de resíduos será feita da seguinte forma: 2,1
milhões de m³ das águas do Rio Tietê entre a barragem Penha
e a barragem Edgar de Souza -outros 580 mil m³ sairão do
trecho acima da barragem da Penha; e 1,5 milhão de m³ das
águas do Rio Pinheiros. Em 2010, já foram retirados quase 1
milhão de m³.
Piscinão Jaboticabal
"Nós temos hoje, em obra, um piscinão, que é o Piscinão
Olaria, em São Paulo, na bacia do Pirajuçara, ao lado de
Taboão da Serra, e autorizamos licitar mais um piscinão, em
São Paulo divisa com São Caetano, com (capacidade de)
reservar 900 mil m³ de água", anunciou o governador. O
Piscinão Jaboticabal, a ser construído, terá investimentos
de R$ 75 milhões e será o maior do Estado. A licitação deve
acontecer em fevereiro e as obras devem durar 36 meses. "E
em Guarulhos, na divisa São Paulo-Guarulhos, praticamente do
lado do Tietê, um grande sistema de canais que vai ser todo
ele desassoreado e trabalhado", acrescentou Alckmin.
A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), por meio
do Governo do Estado, vai investir R$ 190 milhões na
instalação de mais três bombas para aumentar a vazão no Rio
Pinheiros. Duas delas serão instaladas na Usina de Traição e
uma terceira em Pedreira. A obra deve ser concluída até
2013.
Prefeitura
Cinco máquinas escavadeiras do DAEE foram cedidas à
Prefeitura de São Paulo para auxiliar no trabalho de limpeza
de vias e retiradas de entulho dos locais castigados pelas
chuvas.
Também a Sabesp firmará contrato com a Prefeitura, em
caráter emergencial, para auxiliar na limpeza de bueiros.
Atualmente já há 32 caminhões em circulação; e mais 10
entrarão em operação imediatamente. Outros 40 serão
adicionados em até 72 horas, totalizando um adicional de 50
novos caminhões limpa bueiro, especialmente destinados para
a limpeza das regiões das bacias do Tietê, Pinheiros,
Aricanduva e Pirajuçara.
Ainda serão instaladas tendas prestando informações de ações
de higiene e limpeza nas áreas mais afetadas, inclusive com
a distribuição de cloro. As ações do Programa Córrego Limpo
ainda serão aceleradas no que diz respeito à despoluição,
reurbanização e reflorestamento dos entornos dos 100
córregos da capital.
Infraestrutura
"No Pinheiros, autorizamos a EMAE a instalar mais três
bombas no Rio Pinheiros. Duas na elevatória de Traição e uma
na elevatória de Pedreira. E com isso nós vamos aumentar em
quase 60% a capacidade de bombeamento do Pinheiros para a
Billings", disse Alckmin. A Empresa Metropolitana de Águas e
Energia (EMAE), por meio do Governo do Estado, está
investindo R$ 190 milhões na instalação equipamentos. A obra
deve ser concluída até 2013.
No Rio Tietê, será construído um dique na altura da Ponte
Aricanduva, visando conter o excesso de água em ocasiões de
chuva. O projeto executivo está em fase de conclusão pelo
DAEE. A licitação acontecerá em abril e as obras começarão
em agosto. Serão investidos R$ 16 milhões no projeto.
Várzeas
O BID acaba de aprovar o financiamento de R$ 400 milhões
para a primeira fase do Parque Linear Várzeas do Tietê, que
vai da Barragem da Penha até Salesópolis. O Governo do
Estado apenas aguarda aprovação do Senado para obter o
recurso. Este é o mais importante projeto de recuperação de
margens e várzeas do Rio Tietê. Além disso, também serão
liberados R$ 8 milhões para a canalização do Córrego Três
Pontes, em Itaquaquecetuba.
Defesa Civil
O secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual da
Defesa Civil, cel. PM Admir Gervásio Moreira, determinou o
envio imediato de equipes técnicas aos municípios paulistas
atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias. A medida tem
como objetivo avaliar os danos humanos e materiais nas áreas
afetadas e, a partir dessa avaliação, mobilizar os recursos
necessários para o restabelecimento da normalidade nas áreas
afetadas.
As equipes são formadas por oficiais da coordenadoria
estadual de Defesa Civil e técnicos do Instituto Geológico (IG),
órgão vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
Sistema de alerta contra Enchentes
Além do sistema de alerta implantado no final de 2010, que
prevê grandes volumes de chuvas e possibilidade de
inundações com aproximadamente 2 horas de antecedência, um
novo radar meteorológico deverá ser adquirido. Embora o
atual esteja funcionando em condições satisfatórias, a
substituição por um mais moderno é necessária em função das
atualizações tecnológicas e fornecerá melhores informações e
avaliação, em maior nível de detalhe, das localizações e
intensidades exatas de chuvas e enchentes. Os investimentos
previstos são de R$ 7 milhões e a expectativa é que o novo
equipamento comece a operar em um ano.
Do Portal do Governo de São Paulo
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